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domingo, 6 de novembro de 2011

Como evitar bullings nas escolas


Atualmente, uma das perguntas que mais vem sendo realizadas, principalmente por profissionais da educação é: como evitar o Bullying dentro das escolas? Mas o que quer dizer o termo bullying?
Bullying é a violência psicológica ou física, intencionais e repetidos praticados por um indivíduo ou por um grupo de indivíduos com a finalidade de intimidar ou agredir outro indivíduo ou grupo que são incapazes de se defender de tal agressão. Existem agressores e vítimas. Em muitos casos, o agressor, ou bullie, como é chamado, é ou foi vítima de billying provocado por outra pessoa ou grupo. Eles geralmente possuem a personalidade autoritária combinada com forte necessidade de controlar ou dominar. Se seu filho possui tais características, fique atento.
Para evitar problemas, os pais desempenham um papel muito importante. Devem estar atentos a quaisquer sinais que possam denunciar o bullying, já que seu filho pode estar sendo a vítima ou até mesmo vitimando alguém. Desta forma, os pais devem estar atentos a alguns fatores:
-Aumento de agressividade do filho, o que pode revelar que ele é o agressor, e assim não ter a consciência do sofrimento que causa em outra criança.
-Não se torne um hiper-protetor, mas vigie-o com maior atenção.
-Brincadeiras feita com outros amigos, e se possível, solicite aos professores o parecer deles.
Infelizmente os casos de bullying, geralmente não são acabam bem, sendo que é possível acompanhar pela mídia diferentes ocorrências causadas pela violência físico-psicológica, como por exemplo, suicídio de adolescentes. É por estes e outros motivos que os pais devem estar sempre atentos à mudança de comportamento do filho. Procure conversar com seu filho transmitindo confiança e o máximo de segurança possível. Caso ele não lhe informe nada, procure levá-lo um médico específico, como um psicólogo, por exemplo, pois seu filho pode não ter se sentido à vontade em lhe contar o problema que ocorre na escola.
Diariamente, pergunte ao seu filho como foi o dia na escola e analise a expressão e o olhar dele, pois, muitas vezes os pais sabem quando os filhos estão felizes ou não, se estão ou não mentindo, e estreite a relação de amizade com seu filho. Os sintomas que podem evidenciar que seu filho está sofrendo bullying na escola envolvem reações como dor de estômago e cabeça, vômitos e insônias frequentes. O isolamento, baixo rendimento escolar, conflitos entre irmãos e autoagressão também são provocados pelo bullying, assim tal problema podem ser percebidos quando há a atenção adequada voltada para seu filho.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

ATIVIDADES PARA CRIANÇAS

O Pulo do Sapo
Marcar no pátio as linhas de partida e chegada. Ao sinal dado, os participantes, em posição de sapo (de cócoras), devem sair pulando até a linha de chegada. Vence aquele que chegar primeiro.
Imitando Tartaruga
Escolhem-se quatro jogadores para serem os pegadores. Os jogadores, para evitar serem apanhados, deitam-se de costas no chão, com os braços e pernas para cima imitando uma tartaruga. Quando estiverem na posição da tartaruga, não poderão ser apanhados. Termina a brincadeira quando todas as crianças forem pegas.
Corrida ao Contrário
Traçam-se duas linhas a uma distância de 10m (sendo uma o ponto de chegada e a outra o de partida). Ao sinal dado, todos os participantes estarão de costas e iniciarão uma corrida. O participante que chegar primeiro deverá voltar correndo de frente até o ponto de partida. Quem chegar primeiro será o vencedor.
Corrida do Cachorrinho
Marcar um ponto de partida e outro de chegada. Os participantes devem imitar a posição de cachorro, alinhando-se na partida. Ao sinal, saem depressa em direção à linha de chegada. Quem chegar primeiro será o vencedor.

Corrida de Dois
As crianças dão as mãos e não podem se soltar. E assim correm, pulando até a linha de chegada. Vencem os dois que primeiro atingirem a linha de chegada.
O Caçador Esperto
Riscam-se dois círculos para colocar os animais: as raposas e os coelhos( dois times com número igual de participantes). No centro, entre os dois círculos, risca-se também um triângulo, onde ficará o caçador. Os animais dos dois times chegam bem perto do caçador. Os que forem pegos pelo caçador passam a ser caçadores nas próximas jogadas, devendo ficar junto ao caçador, dentro do triângulo. A brincadeira continua e no final o time que tiver mais participantes será o vencedor.
Atenção, Olha o Caçador!
As crianças serão separadas em grupos de diferentes animais. Deve haver vários de cada classe, por exemplo: ursos, macacos, coelhos, etc. Desenhar dois círculos em cantos opostos. Uma das crianças será o caçador, ficando entre os dois círculos; o resto dos animais, em outro círculo. O caçador chama o nome de um dos animais e todos os que representam esse animal deverão correr pelo lado oposto. O caçador os perseguirá e, se conseguir, pegar alguém antes que chegue ao círculo, este trocará de lugar com o caçador.
Pique com Bola
Formar um círculo com todas as crianças, com espaço entre elas. Uma será escolhida para ficar no meio do círculo com uma bola. Dado o sinal, a criança jogará a bola para qualquer colega e em seguida sairá do seu lugar. Este toma a bola, corre para o centro do círculo e continua a brincadeira.


Balões voadores
As crianças estarão uma ao lado da outra sobre uma linha marcada no chão. Cada uma receberá um balão de borracha, enchendo-o de ar o máximo possível, segurando com o dedo para não esvaziar. Quando o professor gritar, as crianças devem soltar os balões que voarão e girarão de diversas formas. Será vencedor o dono do balão que cair o mais longe da linha marcada.
Voa, não voa...
As crianças estarão assentadas em círculo. O professor falará o nome de uma ave, e as crianças deverão mover os braços e as mãos como se estivessem voando. Quando o professor falar o nome de algo que não voa, as crianças deverão ficar com os braços e mãos imobilizados. Quem errar sai da brincadeira ou pa
ga uma prenda. Ex: " Borboleta voa?( Todos imitarão o vôo.)Jacaré voa?(Todos deverão ficar imóveis). O professor deverá usar sua habilidade para enganar as crianças.

Fonte: Apostila + de 100 dicas de brincadeiras PPD.http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=2947365

Dicas para criar materiais visuais para disléxicos

Fonte: Espaço Aprendizagem Quando se pretende criar algum tipo de material para disléxicos é importante ter em atenção vários factores que podem facilitar a compreensão dos conteúdos:

Use um tipo de letra clara e direita, tipo verdana, no tamanho 12 ou superior, preferencialmente num tom escuro;
Use espaçamento de 1,5 ou 2;
Opte pelo negrito em vez de itálico ou sublinhado;
Use texto não justificado ou justificado à esquerda, os espaços brancos distraem o leitor disléxico;
Faça frases e parágrafos curtos e objectivos;
Estruture o melhor que for possível: use títulos, listas com números ou bolas, esquemas;
Comece sempre uma nova frase no início da linha e não no fim da frase anterior;
Opte pelas colunas em vez de linhas compridas;
Use um fundo claro, mas sem ser branco;
Use e abuse de imagens ou gráficos, ajuda o disléxico a reter a informação;
Não use abreviações e evite a hifenização;
Use caixas de texto para evidenciar partes importantes do texto.

PRINCÍPIOS ÉTICOS NA ATUAÇÃO DO ORIENTADOR EDUCACIONAL

Muita responsabilidade, complexidade, formação e traços de personalidade envolvem o trabalho do Or.E., pois esse profissional está lidando com pessoas e essa atuação deve estar calcada em princípios éticos, por essa razão a Federação Nacional dos Orientadores Educacionais entendeu por bem redigir o Código de Ética dos Orientadores Educacionais publicado em 05/03/1979.  Giacaglia & Penteado (2006, p.16  ), elucidando sobre a questão, discorre que, "[...] como a interação do Or. E com os orientandos se caracteriza pelo seu caráter de relação de ajuda, tanto o aluno pode expor, espontaneamente, fatos ou situações de cunho pessoal e familiar [...], necessitando então, de uma atuação sigilosa, baseada em princípios éticos.

Serão tratados aqui alguns aspectos desse código, para entendermos quão importante e serio se faz a conduta de pessoas envolvidas com a educação. Levantar-se-á alguns aspectos éticos na atuação do Or.E., no que se refere ao sigilo nas informações sobre o aluno, familiares, professores e demais elementos da escola e da comunidade.

Para norteamento do assunto, utilizar-se-á dos apontamentos de Giacaglia & Penteado (2006) e do próprio código de ética do profissional.

A partir de reflexões sobre subsídios apresentados anteriormente, pode ser considerado que o sigilo é um dos principais critérios, assim que, todo relatório ou questionário sobre alunos, professores e familiares devem ser bem acondicionados em arquivos com chave para que outras pessoas não tenham acesso. Caso algum professor precise de alguma informação sobre determinado aluno, o Or.E. deva fazer um relatório com o que será relevante para o professor, nunca passar os prontuários com informações sigilosas. Por ponderar que a ética nesse procedimento há de se considerar o "efeito Rosenthal" que consiste em sugestionar determinados comportamentos de alunos, cria se falsas expectativa nos professores de que esses alunos poderão ter algum tipo de fracasso confirmado à profecia de insucesso desse aluno ou grupo de alunos. (GIACAGLIA & PENTEADO, 2006)

Segundo Giacaglia & Penteado (2006) professores que têm uma visão positiva dos alunos tendem a estimular o lado bom desses alunos e estes devem obter melhores resultados; inversamente, professores que não têm apreço por seus alunos adotam posturas que acabam por comprometer negativamente o desempenho dos educandos.
Neste contexto outros autores, falam do despreparo dos profissionais da educação para lidar com expectativa pré-estabelecida de fracasso ou sucesso dos alunos mesmo que inconscientemente.
Meirieu (1998) ilustra brilhantemente a importância de o professor ver o sujeito como um ser único, com características próprias e o reconhecimento dos diferentes estilos de aprendizagem do aluno e ressalta ainda a importância de que o professor identifique estes processos individualizados do aluno para a eficiência de seu ensino em termos qualitativos.

Com relação à família, o Orientador Educacional deve ser também bastante cauteloso no tocante aos aconselhamentos, pois existem questões morais e religiosos que são próprios de cada família, e essas famílias passam esses valores aos seus, então não se deve criar um a situação de antagonismo entre o aluno e a família.

O Orientador Educacional pode levar a família a refletir sobre os problemas, discutindo e sugerindo lhes algumas alternativas para que possam decidir por uma ou outra, caso a situação seja um pouco mais complicada seria interessante convidar um profissional pertinente a situação problema vivida pela família e a escola para esclarecer e aconselhar a ambos. Sendo assim:

[..] o Or.E. Precisa ter consciência, em cada caso, das suas condições e preparo para prestar uma ajuda efetiva. Ele não deve ir além do que é capaz. Nos casos mais difíceis, e em relação aos quais não se sinta perfeitamente seguro, não deve assumir sozinho o aconselhamento, mas sim procurar o auxilio de outros profissionais. (GIACAGLIA & PENTEADO, 2006, p. 13)
A autora ressalta ainda a necessidade de ser prudente no tocante às relações dentro e fora da escola, pois o Or.E. torna se  muitas vezes "modelo de comportamento"  ou autoridade, nesse caso é comum que seja consultado sobre vários problemas ou situações. Às vezes uma opinião ou resposta distraída, fora do contexto, pode ser tomada indevidamente pelo aluno como apoio a algo errado que planeja realizar e para tanto precisa do aval de alguém.

Considerado basicamente a conduta ética profissional do Orientador Educacional não deve se esquece de ressaltar algumas condutas pessoais que é necessário a esse profissional, devido às múltiplas relações com as pessoas que o cercam e, que fazem parte de diferentes faixas etária, níveis socioeconômico e cultural. Por conseguinte, o Or.E, necessita de:

Discrição em sua vida pessoal, em publico, mesmo quando fora do local ou do horário de trabalho, a fim de que sua imagem seja sempre preservada de comentários desabonadores ou comprometedores.  (GIACAGLIA & PENTEADO, 2006, p.15)


Assim, na atuação profissional do Orientado Educacional é imprescindível que ele atue dentro de uma postura ética e sigilosa. Levando em estima à posição que sua função lhes dá, a de um profissional que adentra a particularidade do aluno e de todo seu grupo família. Logo é de obrigatoriedade uma ação pautada nos diversos princípios contidos no código de ética.  Nesse próximo capitulo discutiremos sobre as estratégias utilizadas para realização da orientação educacional.

fonte:ttp://www.artigonal.com/ensino-superior-artigos/o-orientador-educacional-e-seu-trabalho-na-comunidade-escolar-3972566.html

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

COMO TRATO MEUS ALUNOS E PAIS

Acredito que quando tratamos as pessoas com educação,respeito e muito carinho, recebemos o mesmo em troca. Confesso que quando fui convidada para exercer o oficio de orientadora educacional, isso me deixou muito assustada.Mas com o tempo fui pegando a prática e atualmente vejo que me rendeu muita satisfação e orgulho. Sei que existem algumas dificuldades, mas é preciso ter paciência para vencer obstáculos.

LIVROS QUE INDICO



  • 1.CONVERSAS SOBRE EDUCAÇÃO - Rubem Alves
  • 2.ENSINAR APRENDENDO - Içami Tiba
  • 3.GUIA DE ORIENTAÇÃO SEXUAL - DIRETRIZES E METODOLOGIA(da educ. infantil ao ensino médio)- GTPOS/ABIA/ECOS
  • 4.PREVENÇÃO DA VIOLÊNCIA E SOLUÇÃO DE CONFLITOS - O clima escolar como fator de qualidade - Isabel Fernández
  • 5.PROBLEMAS DE APRENDIZAGEM - Elisabete da Assunção José e Maria Teresa Coelho
  • 6. ALUNOS BRILHANTES, FILHOS FASCINANTES - Augusto Cury
  • 7.SUPER DICAS PARA FALAR BEM EM CONVERSAS E APRESENTAÇÕES - Reinaldo Polito
  • 8.FENÔMENO BULLYING - Como prevenir a violência nas escolas e educar para a paz - Cleo Fante
  • 9.PEDAGOGIA DA AMIZADE - Bullying:o sofrimento das vítimas e dos agressores - Gabriel Chalita
  • 10. A CABANA - William P. Young

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Qual o Papel da Escola Frente às Dificuldades de Aprendizagem de Seus Alunos ?



Autora: Aline Berghetti Simoni Belleboni
Introdução
As crianças com dificuldades de aprendizagem não são crianças incapazes, apenas apresentam alguma dificuldade para aprender.
São crianças que tem um nível de inteligência bom, não apresentam problemas de visão ou audição, são emocionalmente bem organizadas e fracassam na escola.
Para Guerra (2001) crianças com dificuldades de aprendizagem não são deficientes, não são incapazes e, ao mesmo tempo, demonstram dificuldades para aprender. Incapacidades de aprendizagem não devem ser confundidas com dificuldades de aprendizagem.
Para Strick e Smith (2001), as dificuldades de aprendizagem refere-se não a um único distúrbio, mas a uma ampla gama de problemas que podem afetar qualquer área do desempenho acadêmico. As dificuldades são definidas como problemas que interferem no domínio de habilidades escolares básicas, e elas só podem ser formalmente identificadas até que uma criança comece a ter problemas na escola. As crianças com dificuldades de aprendizagem são crianças suficientemente inteligentes, mas enfrentam muitos obstáculos na escola. São curiosos e querem aprender, mas sua inquietação e incapacidade de prestar atenção tornam difícil explicar qualquer coisa a eles. Essas crianças têm boas intenções, no que se refere a deveres e tarefas de casa, mas no meio do trabalho esquecem as instruções ou os objetivos.
Segundo o “DSM-IV: Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais” (1995), desmoralização e baixa auto-estima podem estar associadas às dificuldades de aprendizagem. A criança com dificuldades de aprendizagem muitas vezes é rotulada, sendo chamada de “perturbada”, incapaz “ou” retardada”.
Vygotsky (1989) afirma que o auxílio prestado à criança em suas atividades de aprendizagem é válido, pois, aquilo que a criança faz hoje com o auxílio de um adulto ou de outra criança maior, amanhã estará realizando sozinha. Desta forma, o autor enfatiza o valor da interação e das relações sociais no processo de aprendizagem.
Segundo Fonseca (1995), a aprendizagem é uma função do cérebro. A aprendizagem satisfatória se dá quando determinadas condições de integridade estão presentes, tais como: funções do sistema nervoso periférico, funções do sistema nervoso central, sendo que os fatores psicológicos também são essenciais.
Vários estudos têm assegurado que os dois hemisférios do cérebro trabalham em conjunto. Ainda de acordo com o autor, o hemisfério esquerdo é responsável pelas funções de análise, organização, seriação, atenção auditiva, fluência verbal, regulação dos comportamentos pela fala, praxias, raciocínio verbal, vocabulário, cálculo, leitura e escrita. É o hemisfério dominante da linguagem e das funções psicolingüísticas. O hemisfério direito é responsável pelas funções de síntese, organização, processo emocional, atenção visual, memória visual de objetos e figuras. O hemisfério direito processa os conteúdos não-verbais, como as experiências, as atividades de vida diária, a imagem as orientações espaço-temporais e as atividades interpessoais.
O autor refere que para que uma criança aprenda é necessário que se respeitem várias integridades, como o desenvolvimento perceptivo-motor, perceptivo e cognitivo, e a maturação neurobiológica, além de inúmeros aspectos psicossociais, como: oportunidades de experiências, exploração de objetos e brinquedos, assistência médica, nível cultural, etc.
Souza (1996) coloca que os fatores relacionados ao sucesso e ao fracasso acadêmico se divide em três variáveis interligadas, denominadas de ambiental, psicológica e metodológica. O contexto ambiental engloba fatores relativos ao nível sócio-econômico e suas relações com ocupação dos pais, número de filhos, escolaridade dos pais, etc. Esse contexto é o mais amplo em que vive o indivíduo. O contexto psicológico refere-se aos fatores envolvidos na organização familiar, ordem de nascimento dos filhos, nível de expectativa, etc, e as relações desses fatores são respostas como ansiedade, agressão, auto-estima, atitudes de desatenção, isolamento, não concentração. O contexto metodológico engloba o que é ensinado nas escolas e sua relação com valores como pertinência e significado, com o fator professor e com o processo de avaliação em suas várias acepções e modalidades.
A autora ressalta que em conseqüência do fracasso escolar, devido à inadequação para a aprendizagem, a criança é envolvida por sentimentos de inferioridade, frustração, e perturbação emocional, o que torna sua auto-imagem anulada, principalmente se este sentimento já fora instalado no seu ambiente de origem. Se o clima dominante no lar é de tensões e preocupações constantes, provavelmente a criança se tornará um acriança tensa, com tendência a aumentar a proporção dos pequenos fracassos e preceitos próprios da contingência da vida humana. Se o clima é autoritário, onde os pais estão sempre certos e as crianças sempre erradas, a criança pode se tornar acovardada e submissa com professores, e dominadora, hostil com crianças mais jovens que ela, ou pode revoltar-se contra qualquer tipo de autoridade. Se o clima emocional do lar é acolhedor e permite a livre expressão emocional da criança, ela tenderá a reagir com seus sentimentos, positivos ou negativos, livremente.
Strick e Smith (2001) ressaltam que o ambiente doméstico exerce um importante papel para determinar se qualquer criança aprende bem ou mal. As crianças que recebem um incentivo carinhoso durante toda a vida tendem a ter atitudes positivas, tanto sobre a aprendizagem quanto sobre si mesmas. Essas crianças buscam e encontram modos de contornar as dificuldades, mesmo quando são bastante graves.
As autoras colocam que o estresse emocional também compromete a capacidade das crianças para aprender. A ansiedade em relação a dinheiro ou mudanças de residência, a discórdia familiar ou doença pode não apenas ser prejudicial em si mesma, mas com o tempo pode corroer a disposição de uma criança para confiar, assumir riscos e ser receptiva a novas situações que são importantes para o sucesso na escola.
Para Fernadez (1990) quando o fracasso escolar se instala, profissionais (fonoaudiólogos, psicólogos, pedagogos, psicopedagogos) devem intervir, ajudando através de indicações adequadas.
José e Coelho (2002) colocam que as crianças não conseguem acompanhar o currículo estabelecido pela escola e, porque fracassam, são classificados como retardados mentais, emocionalmente perturbados ou simplesmente rotulados como alunos fracos e multirrepetentes.
Souza (1996) afirma que o ambiente de origem da criança é altamente responsável pelas suas atividades de segurança no desempenho de suas atividades e na aquisição de experiências bem sucedidas, o que faz a criança obter conceito positivo sobre si mesma, fator importante para a aprendizagem.
Para Garcia (1998) é possível conceber a família como um sistema de organização, de comunicação e de estabilidade. Esse sistema, a família, pode desordenar a aprendizagem infantil, o mesmo que podem fazer os fatores sociais tais como a raça e o gênero na escola.
O autor ainda refere que as dificuldades de aprendizagem devem ser diagnosticadas de forma diferente em relação a outros transtornos próximos, ainda que, frente a presença em uma pessoa de uma dificuldade de aprendizagem e de outro transtorno, seja necessário classificar ambos os transtornos, sabendo que se trata de dois transtornos diferentes.
Para Strick e Smith (2001) a rigidez na sala de aula para as crianças com dificuldades de aprendizagem, é fatal. Para progredirem, tais estudantes devem ser encorajados a trabalhar ao seu próprio modo. Se forem colocados com um professor inflexível sobre tarefas e testes, ou que usa materiais e métodos inapropriados às suas necessidades, eles serão reprovados.
Souza (1996) afirma que as dificuldades de aprendizagem aparecem quando a prática pedagógica diverge das necessidades dos alunos. Neste aspecto, sendo a aprendizagem significativa para o aluno, este tornar-se-á menos rígido, mais flexível, menos bloqueado, isto é, perceberá mais seus sentimentos, interesses, limitações e necessidades.
Para Fonseca (1995) as dificuldades de aprendizagem aumentam na presença de escolas superlotadas e mal equipadas, carentes de materiais didáticos inovadores, além de freqüentemente contarem com muitos professores “derrotados” e “desmotivados”. A escola não pode continuar a ser uma fábrica de insucessos. Na escola, a criança deve ser amada, pois só assim se poderá considerar útil.
Roman e Steyer (2001) ressaltam que é importante o estabelecimento de uma Rotina na escola. A Rotina deve ser desenvolvida para possibilitar, a partir da organização externa, a segurança emocional e a organização interna de cada criança. Desse modo, a Rotina favorece e complementa o processo de socialização por meio da aprendizagem das regras de convívio em grupo, da formação de vínculos e da aquisição de conhecimentos em todos os âmbitos de desenvolvimento.
É através da rotina da escola que são identificadas algumas das queixas comuns na primeira infância, as quais em geral são erroneamente confundidas, por desconhecimento, com diagnósticos como agressividade, hiperatividade e desatenção. Esses diagnósticos, quando analisados com o devido cuidado por meio de entrevista com os pais ou responsáveis pela criança, podem revelar dados importantíssimos e que demandam orientações da própria escola.
Para os autores, uma das formas de prevenção nas propostas de trabalho da educação é preparar teoricamente o corpo docente para a prática dos jogos e atividades lúdicas, realizando, principalmente, um aprofundamento sobre a importância do ato de brincar para o desenvolvimento infantil. Os fatores experienciais potencializam suas condições intelectivas, propostas pedagógicas que privilegiam atividades lúdicas e estimulantes possibilitarão aprendizagens cada vez mais complexas e mais eficientes.
Roman e Steyer (2001) referem que os conflitos emocionais interferem muito no rendimento da criança. Cabe a escola, na figura da professora, fazer a “escuta” adequada destas manifestações, considerando o estado geral da criança em seu dia a dia, o contexto familiar em que está inserida e os eventuais problemas familiares que possam estar vivenciando, desde o nascimento de um irmão, a morte de um familiar, uma situação de desemprego, separação dos pais, entre outros problemas.

Meu orgulho , minha escola

Meu nome é Maria Teresinha Rodrigues Cuenca, sou professora municipal à vinte nove anos. Comecei meu trabalho em escolas rurais, trabalhando com turmas multisseriadas. Acredito que é um grande aprendizado para um começo de carreira. Sou formada em Pedagogia pela Universidade Federal do Pampa e atualmente estou atuando como Orientadora Educacional das Séries Iniciais na Escola Municipal de Ensino Fundamental Marechal Castelo Branco. Meu blog possui algumas receitas de como lidar com alunos que apresentam dificuldades de aprendizagem, relacionamento, como ajudar alguns pais que nos procuram pedindo uma palavra de apoio e carinho entre outros.